Teletrabalho: estratégia ou faz de conta?

O uso do teletrabalho avança lentamente no Brasil, embora de forma irreversível: mesmo grandes empresas, e principalmente no nosso setor de TI, já se valem da redução de custos em instalações fixas, que resulta da possibilidade de não precisar ter mesas, cadeiras, telefones, pontos de rede, café, etc. etc. para todos seus funcionários ao mesmo tempo (sendo que na prática nunca estamos todos na empresa ao mesmo tempo).

Entretanto, o tema teletrabalho não vem merecendo publicamente a importância que merece: as empresas simplesmente mudaram o local de trabalho de seus funcionários para suas residências, e ignoram o impacto público/coletivo/político da medida.

Não são apenas as empresas que se beneficiam com o teletrabalho: a redução do tempo perdido pelos funcionários com o deslocamento de suas residências para o trabalho e vice-versa (que nas grandes cidades do país facilmente chega ao absurdo de quatro horas por dia!) também é imediata. O teletrabalho também facilita a inclusão no mercado de trabalho, daqueles trabalhadores que possuem dificuldades de locomoção, sejam eles portadores de alguma deficiência, ou apenas moradores de localidades distantes de grandes centros.

Mais ainda, a análise coletiva do impacto do teletrabalho sobre a sociedade, propicia vários outros benefícios, como por exemplo, a redução pela demanda da ampliação do sistema viário e/ou dos sistemas de transporte público (que por sua vez implicam em frear o crescimento da emissão de poluentes).

A instalação de home-offices (onde antes não existiam) também torna a tecnologia disponível de forma mais completa para as famílias dos funcionários.

Em alguns países, como por exemplo, no Chile, diante desses benefícios, o teletrabalho já faz parte da política do Estado, incentivando empresas e funcionários a adotar o teletrabalho. No Brasil, diversos projetos de Lei sobre o tema tramitam no Congresso há anos (veja p.ex. o PL 4505/2008, de autoria do dep. Luiz Paulo Vellozo Lucas – ES). Entretanto, as últimas propostas apresentadas, com apoio do Poder Executivo, só podem ser classificadas de ‘estapafúrdias’: por exemplo, sob pretexto de garantir os direitos da CLT para os teletrabalhadores, pretende-se autorizar o Poder Executivo a construir Centros de Teletrabalho (ao estilo dos Telecentros)!

Esse formato de teletrabalho não somente anula quase todos os benefícios do teletrabalho para os cidadãos (que continuarão a se deslocar para o trabalho!) e para a sociedade, como ainda cria um novo espaço para a atuação da burocracia, a ser subordinada a algum Ministério, que deverá investir dinheiro público na construção e manutenção de centros de teletrabalho, para poder passar a controlar a frequência dos empregados ao seu teletrabalho.

Com muito menos dinheiro público, os trabalhadores que não dispõem de instalações de teletrabalho em casa (e/ou seus empregadores), poderiam ser agraciados com um subsídio (p.ex. nos juros) em financiamentos para a aquisição dos equipamentos necessários.

Roberto Carlos Mayerdiretor da MBI (http://www.mbi.com.br), presidente da Assespro São Paulo, membro do conselho da Assespro Nacional e representante do Brasil junto à ALETI (Federação Ibero-Americana das Entidades de TI).

Fonte: InformationWeek Brasil



Uma visão da proteção de informações estratégicas no País e as medidas para sua salvaguarda.

Interessante falar sobre este assunto, justamente em meio à tempestade “wikileaks” que estamos vivendo, afinal “segurança da informação” é o assunto da vez.

Muitas organizações, inclusive o estado, tem se mostrado preocupadas com o sigilo de suas informações estratégicas, sistemas de informação e sistemas de gestão documental são cada vez mais utilizados nestas instituições, a fim de preservar tais informações. Além disto, a contra inteligência é algo latente, sempre com o objetivo de presumir possíveis “ataques”.

No meu entendimento, apesar de todos os recursos disponíveis, as organizações ainda são negligentes e dão espaço para “engenheiros sociais” agirem. Falhas grotescas como o não cancelamento de senhas de sistemas de ex-funcionários, bem como ausência de auditorias nas atividades dos atuais funcionários, ou mesmo um simples descarte de um documento importante, documento este que poderá ser resgatado do lixo por um engenheiro social , tudo isso fragiliza a proteção da informação, e as consequências podem ser a piores imagináveis.

Diante do exposto, acredito que cabe a nós profissionais da área, estarmos sempre atentos a todos estes pontos, e assim tentar mudar a cultura de nossas organizações, afinal informação produz conhecimento, e isto pode ser vital ou letal à organização, depende de quem usa.

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Autor: Joel Freire

E-mail: joel@unisolsistemas.com.br

Inteligência estratégica nas redes sociais

Após um tempo sem publicar nada, resolvi fazer um pequeno artigo sobre inteligência estratégica nas redes sociais,  agradeço as considerações feitas pelos professores Érik, e Marco Antônio. Espero que gostem.

Inteligência estratégica nas redes sociais

Juntamente com o avanço das tecnologias móveis, as redes sociais trouxeram uma revolução para a área da comunicação.

Hoje podemos estar informados sobre fatos que acabaram de acontecer, aconteçam eles em nossa cidade ou do outro lado do mundo.

Munido de um celular e um contato no Twitter, por exemplo, qualquer cidadão pode informar e ser informado, com notícias sobre o trânsito, que pode estar congestionado em determinada localidade, e tantos outros assuntos que podem ser discutidos no dia-a-dia das pessoas, sem a necessidade de praticamente nenhum esforço. A informação não tem mais fronteiras rígidas.

Sabiamente, as organizações têm se aproveitado desta “febre informacional”, e acabam expondo muitas de suas estratégias através desses meios de comunicação. Informações sobre produtos, ofertas, novidades, em fim, toda sorte de produtos e serviços podem ser vistos o tempo todo. E com certeza não apenas vistos, mas também consumidos o tempo todo.

Diante do exposto, pergunta-se: O que um profissional de inteligência pode obter nas redes sociais? Sabendo que elas são em formato de comunidades, portanto com valores e sentimentos comuns, e que todas as pessoas envolvidas (os chamados seguidores), acabam adquirindo informações importantes, é possível analisar essas informações e saber, por exemplo, qual é o atual posicionamento da organização em relação ao mercado, em relação a seus produtos e seus clientes, além de diversas outros de interesse para tomadores de decisão.

Assim, as redes sociais são excelente campo para se obter dados e informações para um trabalho de inteligência  com um propósito para a organização. Vale ressaltar que essas informações não são apenas com finalidades organizacionais, pessoas também tem detalhes de suas vidas expostas nas redes sociais, e estas podem ser utilizados de igual forma, às vezes até com quebra de dados individuais sigilosos.

Dessa maneira, verifica – se que as redes sociais possuem características de um grande repositório de dados, cabendo às organizações muita cautela ao alimentar este repositório. E aos profissionais da inteligência um “olhar clínico” na extração do que lhes convém.

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Autor: Joel Freire

E-mail: joel@unisolsistemas.com.br

T.I Verde, Entre nessa onda!

A T.I verde é algo que tem sido discutida com grande intensidade ultimamente, mas pelo que se vê ainda há muito a e discutir, o primeiro passo é a disseminação da idéia para os profissionais da área.

Você sabe o que é T.I verde? Talvez esse artigo seja o elo entre você e essa nova necessidade que vislumbramos, espera-se que ao final dessa leitura você possa “entrar nessa onda”.

Já pensou o que a T.I pode fazer para minimizar a degradação do meio ambiente? Isso é T.I verde!

A tecnologia está muito mais ligada ao meio ambiente do que se imagina, a utilização de derivados de petróleo e de metais é constante na fabricação de componentes. Talvez o investimento em pesquisas para diminuir o uso dessas matérias seria um caminho, mas também é preciso conscientização por parte dos usuários desses componentes. Já parou para pensar para onde vai nosso lixo tecnológico? As baterias de nossos laptops e celulares? Nossas placas velhas e/ou inutilizáveis? É chegada a hora de nos unir em prol do meio ambiente, precisamos de políticas aplicadas para um correto acondicionamento de lixo tecnológico e podemos fazer ainda mais, é possível desenvolver sistemas que eliminem a burocracia dos papéis e utilize ao máximo dos recursos eletrônicos, isso gera economia de celulose que é a matéria prima do papel, e uma consequente economia para o meio ambiente.

Acredito que a T.I muda o mundo, estou vendo isto acontecer no sentido “moderno-tecnológico” e aliando isso a inteligência e conscientização, é possível iniciar uma nova revolução. A Unisol Tecnologia e Estratégia já está nesta luta

E aí, você deseja contribuir? Pense no assunto.

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JOEL FREIRE

ITIL Foundation Certified

joel@unisoltecnologia.com.br

Investimento, fazer ou não fazer, eis a questão…

Temos observado nos últimos meses, as medidas de redução da taxa referencial de juros que estão sendo realizadas pelo Banco Central para a economia brasileira, entretanto, este fato quando analisado de uma maneira isolada e superficial talvez não demonstre o impacto positivo que estas ações podem trazer para o desenvolvimento de nossa região.

A questão que surge é aquela onde os investidores ou indivíduos que detém o maior volume de capital, ao perceberem a redução de seus rendimentos que são oriundos da remuneração auferida pelos juros das aplicações financeiras, buscam outros mercados e negócios, a fim de efetuar os seus investimentos objetivando uma maior rentabilidade para o seu capital.

Este movimento é percebido nas diversas iniciativas empreendedoras que vem surgindo em nossa região, tais como: construções de prédios comerciais, indústrias dos mais diversos segmentos, comércio varejista, empresas de fornecimento de serviços e outras.

Quando surge uma destas iniciativas empreendedoras e que vai ter como conseqüência um aporte de investimento, invariavelmente estas iniciativas evoluem por três estágios bem distintos, sendo: desenvolvimento, assim como análise de viabilidade do projeto de investimento, implementação do projeto de investimento e por último a operação do empreendimento ou negócio propriamente dito.

Estas fases podem ser mais ou menos estruturadas, sendo que esta estruturação varia de acordo com o grau de complexidade do negócio e do volume de capital envolvido na operação de investimento.

O fato é que se deve tomar bastante cuidado na fase de desenvolvimento e análise de viabilidade, uma vez que é neste momento que se consegue simular o cenário de funcionamento do negócio, avaliando o mercado, a localização do empreendimento, os riscos envolvidos no projeto e a conseqüente rentabilidade esperada de sua operação.

Este cuidado inicial com a etapa de planejamento e análise pode fazer a diferença entre o fracasso total do empreendimento e o alcance de seu sucesso, assim como do investimento envolvido, gerando um círculo virtuoso de riqueza para o seu investidor por um lado e para a sociedade organizada por outro, que vem na forma de mais empregos, de aumento de renda para a população e de impostos que acabam sendo revertidos em outros benefícios, principalmente em serviços públicos de melhor qualidade e mais investimentos realizados pelo governo.

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Érik Silva David – Engenheiro

Especialista em Gestão Empresarial

Mestrando em Desenvolvimento Regional

pelas Faculdades Alves Faria – ALFA

erik@unisoltecnologia.com.br

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